Discipulado que gera resposta

Texto: Atos 9:36 ao 43 / Atos 10

A pequena cidade de Jope com seu perigoso porto de altos rochedos, teria passado despercebida da história bíblica se não fora pela influência de dois cristãos: São eles, a discípula Dorcas e Simão curtidor de peles. O texto nos mostra que eles dispuseram seus corações a serviço do Reino de tal maneira que uma cidade marcada pela morte, perdas e pobrezas foi transformada em terra de ressurreição e avivamento. O que estes dois discípulos tinham de tão especial? A visão correta para discernir a necessidade do seu território, que era atender as viúvas pobres e a necessidade de uma casa para hospedar e sustentar o ministério apostólico de Pedro.

1. Dorcas é igual a Generosidade e serviço
Jope tinha muitas viúvas, talvez pelo fato dos homens trabalharem no mar onde morriam deixando famílias sem seus sacerdotes e sem seus provedores. Dorcas tinha o talento da costura e dispôs seu coração esforçando-se, e fazia túnicas para vesti-las e suprindo assim, a necessidade daquelas viuvas. Atender as viúvas era uma prática da igreja primitiva. Vestir simboliza cobrir a desonra e a vergonha. No Éden o Pai cobriu a nudez de Adão e Eva, gerada pelo pecado, sacrificando um cordeiro. Na cruz Jesus ofertou-se como Cordeiro para que nosso pecado fosse perdoado e nossa nudez coberta com vestes de salvação e graça imerecida - Is. 61:10. Não só a nudez física precisa ser coberta, mas a nudez da alma, despida pelo pecado que rouba a roupagem da salvação.

2. Um discipulado de serviço e amor pelas almas nunca morre
Quando Dorcas morre, as viúvas clamam, os discípulos então buscam a Pedro, o apóstolo usa sua autoridade de líder cheio do Espírito Santo trazendo Dorcas a vida pela oração da fé. Sempre devemos recorrer à fonte correta. A Bíblia nos diz que o clamor gera uma resposta da parte de Deus - Jr. 33:3. Jope clamou e por isso viu ressurreição.

3. Simão
 é igual a Hospitalidade
Um curtume era o último lugar onde um judeu se hospedaria (considerado lugar imundo), Pedro quebrou um preconceito religioso aceitando a hospitalidade. Nesta casa Pedro recebe uma visão que lhe revela que a graça da salvação também era estendida aos gentios (isto aconteceu na pessoa de Cornélio e sua casa). De um lugar mal cheiroso, a casa de Simão tornou-se céus de revelação e avivamento para as nações. A Bíblia relata que muitos sem saber hospedaram anjos – Hb. 13:2.

Conclusão: O esforço e disposição desses discípulos oferecendo o pouco que tinham, não retendo o seu talento mas abrindo seus corações e sua casa para o serviço do Reino, fez a diferença nesta cidade. O discipulado deles gerou ressurreição - a ressurreição gerou avivamento. Todas as cidades circunvizinhas vinham a Jope e eram salvas e experimentavam milagres. Por dois anos Pedro precisou ficar nesta cidade colaborando com os discípulos. E a partir da casa de Simão na insignificante Jope, Pedro vai e estende a graça da salvação aos gentios (Cornélio). Dois simples discípulos, quem diria! Deixaram um legado de vida. A pequena Jope nunca mais deixou de florescer, transformou-se no moderno Porto de Jafa cercada por frutíferos pomares de diversas espécies, lindos e perfumados jardins. Como está o nosso discipulado? Esforcemo-nos no serviço do Senhor e abramos o nosso coração para amarmos as vidas, pois hoje não é diferente dos dias de Jope: há morte, há nudez, há clamor. Nosso território espera de nós, discípulos do Senhor, a mesma atitude de amor. Que este exemplo nos anime a testemunhar poderosamente em todo o tempo sobre a misericórdia e o amor do nosso Deus só assim transformaremos o nosso território em terra de ressurreição e viveremos céus de avivamento. E você querido visitante? Não fique indiferente, clame a Deus, pois a graça de Jesus é oferecida à você esse tempo para que viva também esta vitória.

Pastora Heliane Jandre (Lia) – 12 da Apóstola Luciene Lima

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